Aqui já demarcamos mais um problema, a qualidade do trabalho pedagógico. Um instrutor de informática não possuía formação pedagógica para atuar na educação de crianças e jovens. Além das questões próprias dos processos cognitivos, afetivos, sociais e educacionais de cada fase do desenvolvimento humano, estes profissionais, na sua grande maioria, não possuíam formação metodológica e didática e muito menos sabiam ou sabem articular os saberes informáticos com os demais saberes e conhecimentos do cotidiano e do currículo escolar.
Por esses diversos desencontros, as aulas de informática não passavam de treinamentos específicos de hardware e software. Eram comuns as aulas de Introdução à Informática, que contavam a história e evolução da informática, as partes físicas do computador e os diversos tipos de software. No início dos anos 90, os programas mais utilizados eram as linguagens de programação, em destaque a linguagem de programação Basic, utilizada para ensinar Lógica de Programação e ensaios de jogos eletrônicos; os programas aplicativos comerciais para executar rotinas de edição de textos, planilhas de cálculo, banco de dados. (...)
Extraído de informática na educação antes e depois da Web 2.0: relatos de uma docente-pesquisadora- Edméa Santos (Faculdade de Educação da UERJ)
Postado por Lindalva

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